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Nasce o primeiro bebê fruto de transplante de útero

No final de outubro do ano passado, estivemos presentes no ASRM - American Soiety for Reproductive Medicine, que foi realizado na cidade de Honolulu, HAWAII – EUA, onde estiveram reunidos os mais renomados especialistas em medicina reprodutiva do mundo para apresentar o que existia, até aquele momento, de mais avançado em técnicas e experiências nesta área.

Os temas apresentados neste congresso foram de uma relevância sem igual para quem atua no cuidado aos casais que apresentam dificuldades para engravidar. As aulas apresentadas serviram não só para mostrar o que há de mais novo no tratamento da infertilidade, mas também para ratificar que dispomos, hoje em nossa cidade, de praticamente tudo o que podemos oferecer para auxiliar aos casais que querem ter um filho e têm alguma dificuldade ou impossibilidade de engravidar pelos métodos naturais. Mas a aula mais concorrida, e talvez a mais esperada por todos, foi exatamente de um tema e técnica ainda distante da maioria dos centros e clínicas de reprodução Humana, ou seja, o Transplante de Útero.

O professor de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, Matts Brännstörm, apresentou de maneira pormenorizada a sua pesquisa que começou com modelos cirúrgicos em animais e culminou com o nascimento de um menino, batizado de Vicent, que significa vencedor, em setembro deste ano.

O bebê nasceu prematuro, de parto cesárea, com 31 semanas e cinco dias, pesando 1,775 kg e medindo 40 centímetros, e após 16 dias de internação a criança foi para casa. O transplante de útero foi realizado em uma mulher de 36 anos que sofria da Síndrome de Rokitansky, caracterizada pela ausência de útero.

O transplante que foi realizado em 2013, deu à mulher, que só poderia ser mãe por meio de barriga de aluguel e adoção, um útero de uma amiga próxima, de 61 anos, mãe de dois filhos e que já estava na menopausa há sete anos. Antes deste caso bem sucedido, foram realizados onze transplantes uterinos, sendo nove na Suécia, onde a técnica encontra-se mais avançada. As operações de transplante não conectam os úteros das mulheres às suas trompas de Falópio, portanto elas não são capazes de engravidar naturalmente. Mas todas as que receberam um útero têm seus próprios ovários e podem fazer óvulos. Antes da operação, removeram alguns para criar embriões através de fertilização in vitro.

Os embriões foram então congelados e os médicos pretendem transferi-los para os novos úteros, permitindo que as mulheres carreguem seus próprios filhos biológicos. Após sua aula magistral e pela sua simplicidade ao apresentar um tema tão complexo e inovador, o Professor Matts, um médico, sem dúvida nenhuma, apaixonado pela sua profissão foi aplaudido de pé, de uma forma pouco comum em congressos médicos, por mais de cinco minutos.

Algo emocionante não só pelo fato em si, mas por mostrar que sua persistência numa ideia abriu caminhos para solucionar um problema até então sem solução, e trazer alento e esperança para, talvez, a última fronteira para qual, nós da medicina Reprodutiva, ainda não tínhamos ferramentas suficientes para dar a estas mulheres o sublime direito de ser MÃE. Na InVitro, nossa equipe é altamente qualificada e apta a realizar as técnicas que envolvem a Reprodução Humana Assistida como FIV (Fertilização In Vitro), clássica e ICSI (Injeção Intracitoplasmática do espermatozoide), diagnóstico genético pré-implantacional, que possibilita o diagnóstico da maioria das alterações genéticas antes da transferência embrionária. Realizamos também indução ovulatória com coito programado, ou com Inseminação Artificial. Possuímos banco de sêmen, óvulos e embriões autólogo. Temos um ambiente exclusivo para que o paciente.

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